O tremor essencial (ET) é um dos distúrbios do movimento mais comuns, mas apenas cerca de 50 por cento dos pacientes melhoram de forma satisfatória com os medicamentos atualmente disponíveis. Para os pacientes com tremor que não é controlado adequadamente com propranolol, primidona, ou outros medicamentos, tratamentos cirúrgicos podem ser uma opção. Avanços na compreensão da anatomia do cérebro, métodos de imagem mais detalhados para ver melhor o cérebro, e técnicas cirúrgicas melhoradas agora permitem maior precisão cirúrgica e maiores benefícios, com menos complicações a cada dia. As opções cirúrgicas atuais para ET incluem a estimulação cerebral profunda (DBS) e talamotomia. Os candidatos potenciais à procedimentos cirúrgicos são pacientes com ET que não apresentam controle satisfatório do tremor com medicamentos, e em tremores que afetam sua capacidade de realizar atividades da vida diária, como comer, escrever, beber, vestir-se, trabalhar, ou desfrutar de seus hobbies.

A estimulação cerebral profunda (DBS) é a cirurgia de escolha. O eletrodo é colocado em um núcleo localizado profundamente no cérebro chamado núcleo intermédio (VIM). O fio conecta-se no subcutâneo (abaixo da pele) a um marca-passo situado próximo à clavícula, que fornece correntes elétricas leves para controlar os sintomas.

Os pacientes que têm problemas de memória significativas e os pacientes que têm condições médicas instáveis que podem aumentar o risco cirúrgico não são candidatos a cirurgia. No entanto, neste último caso, a talamotomia pode ser realizada, com benefícios também comprovados.

A Talamotomia estereotáxica é um procedimento cirúrgico que destrói parte do tálamo, a fim de bloquear a atividade cerebral anormal responsável pela ET. Atualmente, Talamotomia é menos comumente realizada devido ao maior risco de efeitos secundários e a disponibilidade do DBS, que é mais seguro.